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Sou otária por escolha

Crys Bruno

Eu sou a otária. Eu sou a enganada. É assim que quem atua e administra o futebol vê o torcedor, no Brasil. Mas senhores Pedro Abad, Abel Braga, jogadores e seus agentes, registro: sou otária e enganada por escolha, não porque vocês são gênios do populismo, do engodo, da enganação ou, tecnicamente dizendo, da propaganda e do marketing. Atenção, senhores: eu escolhi ser otária e enganada. E isto tem a ver só com o que representa a instituição Fluminense Football Club na minha história de vida. Tricolor não é quem recebe, mesmo na justiça, R$ 600 mil reais por mês; beija escudo; chora; coloca fotos no Instagram com os filhos com a camisa do Fluminense; dá carrinho; corre incansavelmente sem nada produzir, criar, ajudar para a construção de uma vitória do time. Tricolor não é aquele que escala porque jogador “X” porque é da patota ou porque o fisiologista escreveu na planilha. Muito menos aquele que além disso tudo troca de time como se troca de cuecas. Também não é quem quer se perpetuar no poder e fazer de um time como o Fluminense e seu tamanho , história e tradição, um clube privativo. Não! Tricolor é aquele que, como eu, como você, tira dinheiro apertado do seu sustento, que paga payperview, que sai na segunda-feira, à noite, de sua casa, 37,4 km para assistir ao Fluminense x Dom Pedro numa terceira divisão ou a um Fluminense cheio de buracos no meio campo porque o treinador escalou dois volantes de contenção que não têm passe vertical de mais de 3 metros; o lateral-direito sem velocidade, numa partida que enfrentaríamos uma retranca contra o time “do tamanho do Coritiba”, em pleno Maracanã. Contra o Cruzeiro, a tática “9-0-1” com variações para o “10-0-0” funcionou por exatos 10 minutos, entre um chute fraco e torto do Scarpa que Pedro conseguiu interceptar, dominar e bater seco, sem defesa para o arqueiro cruzeirense. Então, o “10-0-0”, com Pedro se posicionando em nosso campo de defesa, atraindo sem pressão o Cruzeiro inteiro em nosso campo defensivo, para variar, não foi eficiente, apesar dos “999 volantes” mais os homens de lado de campo, Marcos Júnior e Scarpa e, por dentro, um chute despretensioso, da entrada da área, resvala no zagueiro e encobre lentamente o lento ex-goleiro, mas ídolo por causa de 2012, há cinco anos, Cavalieri. Sempre levando gols por posicionamentos excessivamente defensivos, quando abre o placar ou não, mesmo no Maracanã, como vimos contra o Avaí, Coritiba, Bahia, o sempre querido, pelo caráter e identificação, Abel se torna o “Caim”, como treinador, e nos mata. Mas as benditas derrotas do Sport e do Avaí e os santificados empates entre Coritiba e Ponte Preta, este nosso próximo adversário em casa, no feriado da Consciência Negra, dia 20, o jogo do ano, além dos retornos de Sornoza e Dourado contra um ansioso Corinthians para ser campeão, na quarta, pode-nos ajudar a ainda, em novembro, cumprir o objetivo medíocre de uma gestão pigmeu ante a grandeza do Fluminense, corroborada com certa vaidade e cansaço do Abel, que é se manter na Série A. É O MÍNIMO. Toques Rapidos: – Perder Marlon, injustamente, foi péssimo, determinou ou antecipou a virada do time da casa, mas pior: pelo reserva dele. – Apesar de todos os problemas pessoais (segundo Sornoza) com a família no Equador e uma queda técnica muito grande, Orejuela consegue produzir e ajudar menos que o Marlon Freitas? Pela característica, não é possível. – Como reclamar só da arbitragem (que historicamente nos prejudica) se sequer a diretoria determina um perfil ofensivo e imponente do time em campo? E a torcida permanece passiva para não magoar Abel nesse ano trágico e doído dele? – Ao Jogo do ano: segunda, Ponte Preta. Mas quem sabe, nessa quarta, a ansiedade do Corinthians nos ajude à vitória? – E não é que o time remendado e do “tamanho da Chapecoense” venceu o “elenco galáctico” do Santos que passou o Brasileiro quase todo no G4 enquanto o time do “jênio” Abel empata com Coritiba e Bahia na reta final, em pleno Maracanã… – #Cansada – #AcabaBrasileirãoAcaba! Fraternalmente, ST.

Bacharel em Direito com Especialização em Gestão Profissional no Futebol pelo Centro Universitário Internacional. Escrevo sobre futebol desde 2009 quando comecei no Jornal da Cidade, Niterói. Com passagens pelo FEA, Flu&Etc e Panorama Tricolor, desarmo melhor que o Richard, cruzo melhor que o Leo, marco melhor que o Airton , lanço melhor que o Jádson, finalizo melhor que o Marcos Jr, corro mais que o Gum e jogo mais que o Pedro. Ops, "esta" foi mentira. Rs.

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