Na gelada Chapecó, o Fluminense não repetiu a boa atuação do meio de semana e, de novo, só empatou em sua segunda partida seguida fora de casa. O time tem 50% de aproveitamento até aqui. Ganhou duas, empatou três e só perdeu uma vez. Vejo como aceitável o retrospecto, sobretudo porque o time de Levir Culpi foi a único até agora na competição, nas seis rodadas iniciais, a ter mandado uma única partida em “casa” (no segundo fim de semana, contra o Santa Cruz). Na partida contra o Botafogo também era o mandante, mas o conceito de “casa”, ao menos entre os clubes do Rio de Janeiro, se perde nos clássicos. O Fluminense terminou a semana com cinco pontos dos nove que disputou, contra Botafogo, Atlético-MG e Chapecoense. Os dois empates como visitante ganharão importância se o time fizer fazer o valer sua condição de mandante nas duas próximas partidas, embora os adversários sejam dos mais encardidos – Grêmio e Corinthians, este último em Brasília. Mesmo com o freio de mão puxado, o Tricolor foi superior na noite de sábado. Principalmente no segundo tempo, quando chegou a marcar, com Cícero, mas teve o lance anulado pelo bandeira, em marcação discutível. Richarlison, que como Cícero e Gustavo Scarpa, não repetiu a boa atuação de outras jornadas, também perdeu gol feito no primeiro tempo. Tivesse levantado um pouco a bola, em vez de chutá-la rasteira, a defesa não conseguiria tirá-la. Louva-se também o extremo profissionalismo do árbitro da federação mineira Ricardo Marques Ribeiro. Sua mãe falecera horas antes de causas desconhecidas e Ricardo, mesmo assim, foi desempenhar o seu trabalho – e bem. Seguirá na tarde deste domingo para o velório. O Fluminense para oito dias até o jogo com o Grêmio, no Raulino, período comemorado por Levir, sobretudo depois do desgaste de duas viagens e jogos difíceis no Horto e na Arena Condá. Entrará um pouco pressionado. Precisa voltar a ganhar. No Brasileiro de pontos corridos três jogos sem vencer é uma eternidade, e a sensação de estagnação, inevitável. Que a semana lhes seja proveitosa! *** Leia também as opiniões deste colunista no Blog Terno e Gravatinha: www.blogternoegravatinha.com
João Marcelo Garcez é jornalista, publicitário e autor de inúmeros livros sobre o Fluminense. Profissional da área de Comunicação Social, trabalhou na TV Globo (autor-roteirista), no portal G1 (Globoesporte.com), nas empresas DM9DDB e 24\7 Inteligência Digital (SP), do Grupo ABC, do chairman Nizan Guanaes, e na QJ Comunicações. Tricolor nato e hereditário, o carioca João Garcez, entre outros ofícios, foi ainda repórter do Jornal dos Sports e editor-chefe de O Debate, jornal do Norte Fluminense com circulação em municípios daquela região.
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