O contrato entre o Fluminense e o Maracanã, que dá ao clube o direito de ocupar o setor sul do estádio, causou muita polêmica na semana da final da Taça Guanabara contra o Vasco. O compromisso firmado em 2013 dava ao Flu, segundo a diretoria, “custo zero” na operação de cada partida no estádio. No entanto, o portal Globoesporte teve acesso aos documentos e detalhou o caso.
Por conta de alguns aditivos, que foram acrescentados ao vínculo posteriormente, o Tricolor passou a amargar alguns prejuízos e a ter que pagar R$ 100 mil de aluguel para atuar no Maior do Mundo, além de ter responsabilidades nas despesas que anteriormente eram de obrigação do Consórcio. Confira, em detalhes, o contrato original e os quatro aditivos que foram incorporados no documento:
Contrato original
Em 27 cláusulas, o Complexo Maracanã e o Fluminense estabeleceram as regras da parceria em 10 de julho de 2013, data em que ocorreu a assinatura do compromisso. Ficou estabelecido então que o Tricolor tem a obrigatoriedade de mandar seus jogos no estádio sem o pagamento de aluguel. Caso não o fizesse, correria risco de multa.
As receitas seriam divididas e o Maracanã ficaria com a totalidade referente a alimentos e bebidas, com exceção dos produtos vendidos na loja do Fluminense. Com relação aos ingressos, o Tricolor ficaria com o valor gerado pelos setores Sul e Norte (arquibancadas) e o Consórcio com os setores Leste e Oeste (cadeiras e camarotes). Além disso, novos detalhes foram estabelecidos em outras cláusulas: