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Opinião – Sobre estes dias

Beto Sales

O futebol profissional é um setor da economia que envolve cifras impressionantes. Um negócio. Enquanto, nos grande clubes, o futebol estiver submetido a um modelo de gestão onguiano, onde os executivos não se remuneram e não respondem pessoalmente por seus atos, prevalecerá uma contradição orgânica, insuperável. Sobrevivem no mesmo organismo uma organização não governamental que recebe um pacote de incentivos do contribuinte e uma megaempresa que trabalha com operações de grande monta e escala. Um condomínio que responde a apenas o quadro social e um gigante corporativo que mantém milhões de clientes fidelizados. Não é por outro motivo que os interesses que gravitam em torno da gestão dos clubes ultrapassam os interesses de seus clientes e de seus quadros sociais e se transformam em fontes de aliciamento e corrupção. As soluções encontradas para superar essa contradição gritante sempre descambam para vias informais que flertam perigosamente com a ilegalidade ou com padrões éticos indesejáveis. Lembra muito as contradições do modelo de financiamento de campanhas políticas, no Brasil. Não são mais os nomes que pesam, e sim o que há por trás dos interesses que eles representam. É isso que tem que ficar claro numa eleição nos grandes clubes. Quem recebe e por que recebe; quem são os agentes que se beneficiam das ações dos dirigentes; que grupos sustentam politicamente os candidatos e por que o fazem; quem se locupleta, direta ou indiretamente, pelas operações no balcão de negócios que são as divisões de base, e por aí vai. Os clubes profissionais dependem da regulamentação de uma instituição comandada por um mandarinato suspeito que se mantém pela troca imoral de favores, como a CBF. A prevalecer esse modelo, vamos chafurdar em Brasileiros com o nível do deste ano e com clubes dirigidos por facções que nem de longe representam seu maior capital, o torcedor. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX O Fluminense se transformou no paraíso de tecnocratas sem biblioteca, de teorias sem verbo, de conceitos sem essência, num oceano de clichês. Sobrevivem raquíticas teorias de fazer corar um aspirante a estágio em uma empresa incubada numa universidade de segunda. O patrimônio intelectual desta gestão cabe num pen drive bolorento que achamos numa gaveta indatada XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Eleições no Fluminense escoam sempre para o patíbulo da cretinice. São de uma pobreza intelectual de fazer inveja à biografia não-autorizada do Alexandre Pires.

Tricolor, engenheiro sem CREA, administrador, com especialização em marketing.
Vida seguindo, exerci várias funções públicas nas áreas de educação e cultura.
Tricolor, integrei conselho de empresas, projetos e ongs, o que não me impediu de ser professor universitário por tempo curto de tanto, nem de depois sentar praça em sociedades em empresas na área de marketing.
Tricolor, fui colaborador de alguns blogs e portais.
Tricolor, tenho dois livros, sete filhos tricolores, e plantei árvore na conta de mata. Hoje sou sócio de uma agência de comunicação estratégica e especialista em contemplação. Ah, e tricolor.

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