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Odair blinda Mário e futebolzinho continua

Crys Bruno


A tragédia anunciada se concretizou. Todo mundo que acompanha, alertou. Não é questão de “entender de futebol”; é sobre saber lidar com o sentimento de milhares de pessoas.

Não se brinca com gente assim, impunemente. É preciso ter zelo. Você é presidente de um gigante do futebol brasileiro.

O torcedor é a joia. A joia não é quem será vendido nem o “papito” de produto de agentes que dizem que serve para gerir vestiário: essa gestão, aliás, para o diretor de futebol, começa antes do jogador chegar ao local.

No futebol fora da mesa de pôquer, não se pode blefar. A exposição está na TV, a repercussão é imediata, não há retórica capaz de sobrepor-se aos fatos. Na vida, também. Engana-se por um bom tempo; não, o tempo todo.

“A bola pune” rapidamente quem não tem costa quente. E tudo o que temos é nossa credibilidade.

Quem se mete no futebol tem obrigação de pôr como prioridade à responsável, nem que seja pelo mais frio e torpe profissionalismo: a origem dos milhões somos nós, torcida.

Não seja patético achando que é a TV; é quem assiste. Não seja patético achando que é o produto, mas o consumidor. Não vê nossos corações? Eles vêem nosso bolso, não suas barbas feitas no coiffer. Vocês não se importam. Nós somos os fiadores dessa suas passagens pelo Fluminense. Liguem o alerta! Todos!

“Assinamos o cheque” e é, mínimo, ter-se ou fingir hombridade. Imagine para quem é eleito presidente de um Fluminense Football Club! A joia somos nós.

Isso tudo, pessoal, para registrar o que mais me estarreceu nos últimos dias. Pior que a eliminação e o futebol sem futebol desse tecnicozinho, foi a ausência de zelo em se dispor dar a cara à tapa, em ter a hombridade que o cargo que ele ocupa, exige. Ah, Mário Bittencourt: mínima que fosse ou mesmo que só aparente…

Seu silêncio e desaparecimento foram explicados somente na reportagem do GE , trazendo a prova cabal, a pá de cal, da sua negligência e descaso com o Fluminense, assim, sua renúncia à torcida.

A reportagem, tanto publicada na madrugada, quanto à da noite, ambas da sexta-feira, e assinadas por Paula Carvalho, Felipe Siqueira e Thiago Lima, respectivamente, mostram que Mário só não demitiu Odair porque o “papito” assume as responsabilidades e não reclama dos problemas.

O equívoco foi informar que Mário blindou Odair. A vergonha e o constrangimento são piores aqui: é o Odair quem vem blindando o presidente do Fluminense.

O mesmo sujeito que 99,9%, razão de ser e quem, repito, “assina o chegue”, sim, do clube, exige a demissão, é quem vemos mostrar a cara diante de catastrófica eliminação, segunda do ano, da qual ele mesmo é o mais direto culpado? Odair.

É ultrajante! Nunca me senti tão desrespeitada. Nem aquela atitude estúpida do Álvaro Barcelos em estourar o champanhe me fez sentir tamanho horror e desonra.

Mário pode ter todas as características humanas possíveis – ser vaidoso, “pavão”, “pavãozinho” – mas não pode, não pode e não pode sentar-se naquela cadeira e agir como um covarde.

O que mais teremos que passar? Cair para Série B? Se continuar nessa batida, vai cair. Porque o futebol não perdoa covardes. Nem táticos, nem tácitos.

Então, estoica torcida do Fluminense: eu sei que a sensação é que eles estão vencendo e destruindo nossa maior paixão mas com quase 35 anos de Maracanã, ainda acho que cantamos, “saiba que ainda estão rolando os dados”.

Sobrevivemos à Série C e à 8 anos de Flusócio. Mário, até agora, escolhe repeti-los e, ainda assim, estamos aqui. Esse sentimento não é em vão: ou Mário revê suas escolhas ou reverá suas escolhas.

Até lá, é aturar um técnicozinho horroroso, um Ricardo Drubscky do Sul, comandando um time que ele faz jogar “de 4”, usando nossa camisa, suportando o fato que, ao menos, ele dá a cara à tapa enquanto o presidente do Fluminense Football Club está escondido feito criança mimada, assustada, sei lá o quê.

Cabe-nos, de novo, a tarefa, e só por ela não cancelei meu Sócio Futebol: blindar o NOSSO Fluminense.

Não podemos deixar de pressioná-lo. Não podemos aliviar. Precisamos de um técnico de FUTEBOL, ao menos.

Se antes, aqui, eu perguntava e sei que milhões de nós: “Vai esperar ser eliminado do Copa do Brasil para trazer um técnico?”, agora, pergunto, depois dessa peitada na torcida, que Mário até manteria Odair para conduzir o time na Série B, se caísse: “Sua vez, Mário: segue com quem?”

Vixe, que lembrei da minha vó: ” – Galinha de casa não se corre atrás.”

Toques rápidos:

– O lindo gol de Michel Araújo jogando, por dentro, pelo meio, contra o Coritiba, me fez lembrá-lo atuando na lateral defensiva marcando os “craques” alas adversários em 399 jogos, inclusive, contra o “potente” Atlético-GO. Esse Odair comete crimes contra o futebol.

– Gostei da vinda do Lucca. Além de bom jogador, vai me livrar desse ” The Killer of Football” ressuscitar Lucas Barcelos…

– Um torcedor tricolor, o Ricardo Araújo, comentou comigo que se pudesse ter público, na segunda-feira passada, após goleada – até goleando esse time joga um futebol sem futebol – o Mário iria abraçar o Felippe Cardoso, repetindo famosa cena com Welington Paulista.

Aí, já nem sei se não seria melhor ele sumir mesmo, só aparecendo para renunciar… A bênção, João de Deus!

– Domingo, o Clássico Vovô, às 11h, no Engenhão. E Paulo Autuori já se mandou… Odair, nem isso! Não larga o osso mesmo. Nem com quase 100% de rejeição. Esse alinhamento está trevoso. Mude a direção, Mário, antes que seja mudado.

– Ah, domingo estarei novamente no pré-jogo do canal do NETFLU no youtube ao lado de Felipe Barros. Conto com a audiência de vocês!

ST.

Bacharel em Direito com Especialização em Gestão Profissional no Futebol pelo Centro Universitário Internacional. Escrevo sobre futebol desde 2009 quando comecei no Jornal da Cidade, Niterói. Com passagens pelo FEA, Flu&Etc e Panorama Tricolor, desarmo melhor que o Richard, cruzo melhor que o Leo, marco melhor que o Airton , lanço melhor que o Jádson, finalizo melhor que o Marcos Jr, corro mais que o Gum e jogo mais que o Pedro. Ops, "esta" foi mentira. Rs.

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