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O único adversário que o Fluminense deve temer

Crys Bruno

Oi, pessoal. Vocês também se sentem exaustos após assistir ao nosso Fluminense jogar?

Eu demoro minutos em exercício respiratório para acalmar a irritabilidade e horas de sono para repor as energias sugadas. Também chamam isso de relacionamento abusivo (rs). Bem, fato é que o futebol é o esporte – por todas as suas variáveis e características – que mais espelha a alma humana.
V
Assim, cautela e covardia, coragem e imprudência, organização tática e previsibilidade (time estático) não se confundem nem se misturam. O futebol do Fluminense é covarde; não cauteloso. Seu medo é excessivo, não se se preocupa em conservar sua grandeza.

O modelo de jogo escolhido é imprudente porque é previsível, acuado, atraindo o adversário para próximo do nosso gol. Isto é correr mais riscos que escolher ser ousado e mais técnico. Mas a covardia com retranca inaceitável virou estratégica há anos e parece ser a identidade do nosso time.

Fred é o único que consegue, de forma hercúlea, e muito pelo “Suave Milagre” de 2009, conhecer, saber, sentir e viver a enormidade do nosso clube.

Após um jogo bem jogado contra o River Plate, no Maracanã, mesmo excessivamente amedrontado e nervoso, esperávamos uma melhora na confiança que faria o jogador fluir mais seu jogo.

Mesmo reativo, escolhendo se fechar, agrupar o time, o Fluminense não se pode dar ao “luxo” de atacar duas vezes contra oito do oponente (assim foram os 45 minutos contra o Santa Fe em pleno Maracanã).

Um jogo reativo não deve ser SÓ entre o nosso goleiro e a intermediária e SÓ com duas linhas estáticas que até uma criança de 8 anos consegue treinar. Não!

Inaceitável. Arriscado. O que temos visto são partidas tanto contra os colombianos como contra a Portuguesa da Ilha do Governador medonhas. Ou seriam medrosas?

Quando precisou se impor, o fez com autoridade mas se deu somente por alguns minutos do segundo tempo, tanto na semifinal quanto quarta-feira. Eles sabem. Se a gente sabe, como é que eles não?

Bastou – de novo ou novamente? – colocar um meia na meia, Cazares, para construir a vitória, povoando o corredor central com quem sabe proteger, girar para frente, ter passe longo, pensar o jogo para dominar, criar e marcar.

É aquela linha que precisa ser quebrada: onde fica o goleiro adversário. Num passe magistral de um 10 de verdade, Caio Paulista, bem colocado, saindo no tempo certo e finalizando com confiança, marcou um golaço que nos livrou de um tropeço que seria inadmissível.

Sorte? Não. Roger e os técnicos do Fluminense costumam ser assim: flertam com o azar, o risco, a insegurança, imprudência. O excesso de medo, o não confiar nos jogadores que tem, a zona confortável de poderem ser medíocres.

Não existe ficar “emburacado” no 1° terço do campo como modelo de jogo para um clube como o nosso. Só se utiliza desse esquema circunstancialmente em momentos da peleja.

O medo excessivo resulta em algo fatal: a perda do senso de realidade. Ah, é científico, hein? Leia qualquer livro sobre neurociência que descobrirá a pólvora… Não é mera opinião.

E o que tem sido nossa realidade? O Fluminense ter jogadores para formar um bom time, capaz de encarar qualquer adversário com chances de vencer, mas escolhe a covardia.

Por que? A quem serve isso? Ajuda-nos a te ajudar! Parem de ouvir a grande mídia, arriar-se, dando chance até para que aos árbitros do Sistema nos prejudique.

Estamos bem por causa dessa covardia tática e futebol muito, muito abaixo do nível dos jogadores que temos? NÃO! MIL VEZES, NÃO! Estamos bem apesar disso.

Quem não está vendo ou é ruim da cabeça, doente do pé ou quer que o Fluminense se dane, que continue figurante, para dar tempo do “Clube de Remo de São Januário” voltar a elite, retomando o papel de antagonista principal do Clube de Remo da Borges de Medeiros, preferências jornalísticas para o Mercado comprar a ideia.

Até o meu último respiro eu vou rechaçar com essa desvalorização – não me atinge a midiática, mas a do torcedor – sendo, em campo, a postura de atuar o espelho dessa pequenez, algo fora da realidade.

Esse modelo de jogo é criminoso, coloca o Fluminense como “um Bonsucesso”, correndo, correndo, exaurindo os jogadores como se eles estivessem enfrentando um Bayern de Munique.

Ei, é só a Portuguesa da Ilha, um time da Colômbia, outro da Argentina… é só mais um FlaxFlu e aquela mesma narrativa: de um lado, “o time dos sonhos”, e do outro? Quem mais os venceu em finais. Desmaterializem essa pequenez planejada que configura-se também na gestão do Mário Bittencourt. Infelizmente.

E a primeira coisa a modificar, dignificando os milhões de tricolores seria, mesmo mantendo essa bosta de modelo reativo, dar banco para Nenê.

Aos 39 anos, ele ser titular absoluto, num esporte de alta performance e jogando de 10, “o faz tudo”, lento e sem alguns dos mais importantes recursos que essa função exige, é um deboche.

Nenê é um atacante. Foi um baita segundo atacante. Ajuda e é útil, sim. Mas titular absoluto nesse modelo de jogo ao lado de Fred? Já é palhaçada de mau gosto.

Esse já seria um sinal significativo de que o Fluminense, a conquista, o melhor para o time, estão acima de vaidades, amizades, apadrinhamentos.

Futebol pune. E porque escolher ser punido sem necessidade e sem merecer?

Mais movimento de futebol. Mais movimento à bola. Cazares, titular e pelo meio, e com Kayky, acionando Fred. É o mínimo. O resto é ser irresponsável.

Sim, irresponsável, covarde, imprudente.

Vamos!

O único adversário a temer é o medo de jogar com a bola que temos.

Seja Fluminense! Isto bastará para ser campeão e “lutar por todas as taças.”

ST

Bacharel em Direito com Especialização em Gestão Profissional no Futebol pelo Centro Universitário Internacional. Escrevo sobre futebol desde 2009 quando comecei no Jornal da Cidade, Niterói. Com passagens pelo FEA, Flu&Etc e Panorama Tricolor, desarmo melhor que o Richard, cruzo melhor que o Leo, marco melhor que o Airton , lanço melhor que o Jádson, finalizo melhor que o Marcos Jr, corro mais que o Gum e jogo mais que o Pedro. Ops, "esta" foi mentira. Rs.

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