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Misto do Flu faz jogo sofrível, perde para o Londrina e é eliminado da Primeira Liga

Leandro Dias

O Fluminense jogou com uma equipe alternativa nesta quarta-feira, no Estádio do Café, e proporcionou um espetáculo de horror. Desfigurado, com várias improvisações, frágil na marcação e sem nenhuma criatividade, perdeu para o Londrina por 2 a 0, gols de Carlos Henrique, e deu adeus à briga pelo título do bicampeonato da Copa da Primeira Liga. O primeiro tempo já preparava o tricolor. Só um torcedor muito abnegado para conseguir acompanhar atentamente os 45 minutos iniciais. Toques lateralizados, ausência de criatividade, poucas finalizações, cruzamentos errados…. Uma coisa assustadora! A única chance do mistão do Fluminense foi com Henrique, de cabeça, em cobrança de escanteio. Só. O Londrina esbarrava em suas próprias limitações. Abel escalou o time num 4-1-4-1. Marlon Freitas a frente da zaga e uma linha de meio-campo composta por Sornoza, pela direita, Wendel, pela esquerda, Marcos Júnior e Peu pelas pontas. Não funcionou. Improvisado na lateral direita, Matheus Alessandro raramente foi acionado. Quando tinha a oportunidade de buscar a linha de fundo, se embolava com a bola. Na esquerda, Marlon até tinha um pouco mais de espaço, mas insistia em cruzar do bico da área e tocava muito para trás. No meio, Wendel, sem ser brilhante, era o que ainda buscava uma arrancada, ou outra, um passe mais esticado. Muito recuado e sem ritmo, Sornoza não apareceu para o jogo e Marlon Freitas fazia o pára-brisas. O ataque, letárgico. Marcos Júnior, que continua tendo chances infinitas, não dava sequência aos lances. Peu até se esforçava, mas não tem cacoete nenhum de atacante de beirada. E Pedro, centralizado, ficava plantado na frente da zaga adversário e encostou na bola pouquíssimas vezes. E poderia piorar? Sim, senhor. Mesmo no marasmo que estava o confronto, o Londrina conseguiu abrir o placar. Falha de marcação no meio, Celsinho, comparado a Ronaldinho Gaúcho no início de carreira, achou Carlos Henrique. O centroavante colocou pé firme e ganhou de Júlio César na dividida. Gol escancarado e bola no fundo da rede. Abel Braga mudou o Flu. Sacou Junior Sornoza e pôs Romarinho. Peu passou a jogar mais recuado, como meia. Nada mudou. O time carioca não conseguia incomodar os donos da casa. O treinador tricolor, irritado com os vários erros de Matheus Alessandro, lançou Robert na meiúca, mas o futebol continuava desaparecido. O Londrina, que explorava os contra-ataques, fez o segundo em novo erro de marcação. Batida de escanteio no primeiro pau, Germano, sozinho, cabeceia, Júlio César falha e Carlos Henrique, mais uma vez, amplia. Com trocentas improvisações, Abel buscou o tudo ou nada com a entrada do meia Luquinhas na vaga de Marlon Freitas. Time desorganizado, desestruturado e sem a qualidade individual para decidir. Derrota para o 13º colocado da Série B do Brasileirão, dono da quarta pior defesa da Segundona, e mais uma eliminação na temporada. Escalação do Flu: Júlio César; Matheus Alessandro (Robert), Renato Chaves, Henrique e Marlon; Marlon Freitas (Luquinhas), Wendel e Sornoza (Romarinho); Marcos Júnior, Peu e Pedro.  

Um dos fundadores do NETFLU e editor do portal desde a sua criação, em dezembro de 2008, Leandro Dias é tricolor de berço, tem 37 anos e é formado pela Universidade Estácio de Sá. Jornalista desde 2004, trabalhou na Assessoria de Comunicação da Defensoria Pública Geral do Estado do Rio de Janeiro. Em 2005 ingressou no quadro de funcionários do Diário LANCE! No veículo, trabalhou como repórter do site Lancenet! e também como repórter e apresentador da TV LANCE!

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