Recentemente, o futebol brasileiro, após a aprovação da lei, viveu um “boom” de Sociedades Anônimas no Futebol (SAFs). Em entrevista ao poscast Direito de Resposta, Mário Bittencourt avaliou os prós e contras deste tipo de gestão e listou também as condições para o Fluminense num futuro próximo aderir. O presidente admite a necessidade do clube receber um investidor, mas sem vender o controle completo do futebol.
— Era um estudo (no Fluminense) e passou a ser uma realidade. Tem de proteger o investidor. O investidor não colocará dinheiro numa instituição sem ser protegido. Queremos caminhar para um modelo em que o investidor venha para resolver a dívida e trazer dinheiro para o futebol, mantendo o controle do clube e protegendo o investidor. A SAF ele tem uma cadeira e com um período. Algo na casa dos 15 anos. Como se vence o controle de uma instituição com mais de 100 anos? E se entendem que não está sendo bem gerida? Se amanhã acontecer e for do desejo do investidor e não só meu, também da gestão, se entender que o nosso grupo que conseguiu fazer uma boa gestão numa associação com enormes dificuldades, que ainda temos, que conseguimos resultado financeiro, de gestão, e esportivo, que estamos conseguindo. Se entenderem que o nosso grupo de gestão deva seguir e o Fluminense com o controle majoritário da SAF, obviamente vou estar à disposição – falou.
Na Série A do Campeonato Brasileiro, por exemplo, diversos clubes já aderiram às SAFs como Botafogo, Cruzeiro, Vasco, Atlético-MG, Bahia e Cuiabá.