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Levando uma volta redonda

João Garcez
Não se trata de colocar desculpa no árbitro, porque, desta vez, sua senhoria foi mesmo determinante para o resultado final. Jailson Freitas, da federação baiana, foi o único ser humano vivo ou morto (como diria Nelson Rodrigues) a ter enxergado pênalti de Wellington Silva em Grafite, que sequer escondeu o constrangimento ao comentar o lance à reportagem de uma TV a cabo, ao fim da partida.Para o atacante, que marcou os dois gols do Santa Cruz na partida – e que já se isolou na artilharia do Brasileirão, com quatro –, o melhor a fazer era “deixar para que vocês da TV avaliassem, já que meu trabalho é mesmo só dentro de campo”. O Fluminense tropeça logo em sua primeira partida como mandante, o que não é bom, mas o Santa Cruz está invicto desde março e, bem dirigido por Milton Mendes, tem condições de tirar pontos de outros grandes. Apesar de não ser das equipes mais qualificadas, o Santinha, como é carinhosamente chamado por seus torcedores, vem embalado pelas conquistas do Campeonato Pernambucano e da Copa do Nordeste, e regressa à elite do Brasileirão depois de muito tempo afastado.Faltou poder de fogo, sobretudo, aos jogadores de meio de campo. Cícero e Osvaldo estiveram apagados e pouco acionaram Richarlison e Fred. Gustavo Scarpa foi, pela enésima vez, a honrosa exceção. O garoto está jogando o fino e vem despertando a cobiça do mercado europeu. Seu gol de falta foi digno de quadro. Só faltou emoldurar.Gum também teve a felicidade de deixar o seu justamente no dia em que batia o expressivo recorde de Marcão – o de ser o atleta do Fluminense com o maior número de partidas realizadas pelo Campeonato Brasileiro (chegou a 188, com 15 gols marcados, ótima marca para um zagueiro).O Tricolor tem agora uma pedreira pela frente. Enfrenta o Palmeiras, às 21h45 da próxima quarta-feira, no Allianz Parque, em mais um reencontro com o técnico Cuca, que anda dizendo que seu time é favorito à conquista do título.Uma vitória do Flu em São Paulo seria ótimo para esfriar essa empolgação, embora a Ponte já tenha dado cabo disso, também no sábado.

Jogão!

João Marcelo Garcez é jornalista, publicitário e autor de inúmeros livros sobre o Fluminense. Profissional da área de Comunicação Social, trabalhou na TV Globo (autor-roteirista), no portal G1 (Globoesporte.com), nas empresas DM9DDB e 24\7 Inteligência Digital (SP), do Grupo ABC, do chairman Nizan Guanaes, e na QJ Comunicações. Tricolor nato e hereditário, o carioca João Garcez, entre outros ofícios, foi ainda repórter do Jornal dos Sports e editor-chefe de O Debate, jornal do Norte Fluminense com circulação em municípios daquela região.

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