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Flu e Ganso: os rejeitados

Crys Bruno

Oi, pessoal. Logo, entenda que quando escrevo “Fluminense” me refiro à instituição centenária retumbante de Glórias e não sobre quem está lá de passagem, a Flusócio. A frase “nós não procuramos o jogador” diz muito. O experiente e competente Paulo Angioni, sem querer, confirmou à torcida que pensar em trazer Ganso e Nenê não saiu da mente de quem contrata Junior Dutra e Kayke. Como sairia? A gestão Flusócio esmaga nossa grandeza de propósito. Apequenando a instituição Fluminense para o chamar de seu. Como tricolores, temos que ser advogado, promotor, marketeiro, historiadores, consumidores, enfim, atuar protegendo o clube na grande mídia, o reerguendo diante dos chutes e pontapés que a diretoria descerra sobre o clube, nós. A contratação do Paulo Henrique Ganso diz muito sobre isso. E sobre ele, igualmente, já que o atleta não costuma dar trela nem babar ovo de jornalistas esportivos. Qualquer outro clube dos queridinhos prestes a trazê-lo seria elogiado e o jogador, como ocorreu com o “mais velho” Diego, teria minutos nas mesas redondas sob a pauta: “É a chance de voltar à Seleção Brasileira?” Ganso não precisa correr no esquema do Fernando Diniz. Mas qual esquema tático hoje que não se precisa correr? Esse mesmo! O futebol antigo que os espanhóis tentam. Em bloco, com o time quase todo ocupando um terço do setor, você tem sempre perto um colega do time e diminui o desgate no bote (sem a bola) e no passe. É isso que tentará nosso treinador. Paulo Henrique Ganso teve seu talento diferenciado engolido por treinadores que o posicionavam na linha dos volantes para marcar, tendo que ter pulmões de um Conca 2010. Aos 29 anos, encontra um técnico que valoriza seu estilo de jogo como o futebol sempre valorizou aquele que faz mais a bola correr do que corre; aquele que inspira mais do que transpira. A imprevisibilidade e visão de jogo de Paulo Henrique Ganso, mordido pelas rejeições e motivado pelo acolhimento merecido da torcida do Fluminense, nos colocará em outro patamar de respeito e competitividade. Por isso, a hashtag Ganso no Fluminense é a minha melhor expectativa diante dessa moribunda gestão Flusócio aliada à uma oposição que tem Pedro Antônio e Mário Bittencourt, nomes alçados pela? Flusócio. Uma negociação que parecia soar tranquila mas se complicou e deve perdurar até dia 31 de janeiro quando a janela de transferência fecha na Europa. Em regra, é a vontade jogador que acaba prevalecendo. E uma coisa ninguém pode negar: Paulo Henrique Ganso está muito afim de vestir a camisa mais bonita do mundo porque terá, finalmente, um treinador que valorize seu talento mais que o obrigue a marcar volante ruim do adversário. Até o desfecho, tem Fluzão em campo. É hoje: 19:30h. Eu estarei lá para espiar como Diniz está organizando o posicionamento e a postura de jogo. Também para torcer por um hat-trick do menino Calazans e vibrar com as presenças de João Pedro e Marcos Paulo no banco quando com qualquer outro técnico dinossáurico “não pularia etapas” e colocaria reservas como Macula do sub-20. O sucesso de Fernando Diniz é determinante para que o nosso Fluminense vença aquele que tem que ser o último ano da desastrosa e “assassina” gestão Flusócio e asseclas. Vamos, Diniz! Vamos, Fluzão! Ao Maraca! ST.

Bacharel em Direito com Especialização em Gestão Profissional no Futebol pelo Centro Universitário Internacional. Escrevo sobre futebol desde 2009 quando comecei no Jornal da Cidade, Niterói. Com passagens pelo FEA, Flu&Etc e Panorama Tricolor, desarmo melhor que o Richard, cruzo melhor que o Leo, marco melhor que o Airton , lanço melhor que o Jádson, finalizo melhor que o Marcos Jr, corro mais que o Gum e jogo mais que o Pedro. Ops, "esta" foi mentira. Rs.

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