Notícias
Youtube
Palpites
Casas de apostas
Guias
Comunidade
Contato
WhatsApp
Charges

Especial Copa e Marcelo Oliveira

Crys Bruno

Oi pessoal. O novo técnico do Fluminense concedeu uma entrevista ao Globo Esporte.com que me encheu de esperança. Ao invés de falar só de “alma”, Oliveira falou sobre técnica:  “Eu gosto de jogar com jogadores hábeis, que armem o time, que tenham uma jogada diferente, uma jogada individual.” O seu Cruzeiro foi assim. “Ah, mas o Fluminense não tem o elenco do Cruzeiro”, dizem alguns. Ano passado, o elenco do atual campeão Corinthians também era desprezado, tido até como pior que o instável São Paulo que passou o ano  lutando contra o rebaixamento. Futebol é postura. Postura esportiva é vencer, nunca temer, porque já se perde aí. E isso se faz montando um time com equilíbrio. Foi o erro de tratar o Fluminense como um pigmeu, a sombra que fez Abel falhar como nosso técnico em 2018. O fim dos três zagueiros (postes) foi a primeira boa notícia. Sem “poder” barrar Gum – o líder do elenco – Digão deve fazer a zaga e pode sair para cobrir o lateral esquerdo. Pela entrevista, Marcelo usará 3 volantes e 3 atacantes. Com Douglas no lugar de um dos zagueiros. Se soltar o Sornoza das garras da marcação, valerá a pena. Minha escalação ideal, aquela que nenhum técnico escala, escolheria Airton e Ibañez, de zagueiro ou 1° volante. Também barraria o Richard, que para compor elenco é bom jogador. Com Ibañez de volante, ele ficaria no espaço quando Gilberto apoiasse com Jádson. Airton fecharia por dentro na linha da zaga, com Digão cobrindo o corredor esquerdo. Jádson, Sornoza e os laterais sairiam para apoiar o trio ofensivo: Luciano, Pedro e Robinho. Minha escalação abriria mão de Gum ou Airton. Jogaria com Gilberto, Ibañez (ou Gum), Digão e Ayrton Lucas; Airton (Ibañez), Jádson e Sornoza;  Robinho, Luciano e Pedro. Para isso, marcação alta, mais compactada entre as intermediárias e não estacionada entre o nosso goleiro e a linha da bola, como Abel, covardemente, fazia. Ao ataque, Fluzão! ESPECIAL COPA: Brasil é favorito? Sim e não. Sim, por ser um time bem treinado, com uma zaga que faz uma Copa perfeita e um craque, o jogador do improvável, do imprevisível. Neymar é uma “furadeira” de retrancas por ser um driblador nato e ter, ao lado, Coutinho, Marcelo e Gabriel Jesus para tentar as tabelas, variando o repertório. Sim, porque é o Brasil. A camisa pesa pela predisposição da mentalidade ser de vitória. “Ter camisa” é força mental para quem a veste, além do respeito que se impõe ao adversário, mesmo não sendo melhor tecnicamente. Preferiria Firmino no lugar de Paulinho. Soltaria o Gabriel pelo lado direito para triangular com Fagner e William, este vindo para a função do Paulinho. A defesa belga é lenta. Aumentaria nossa velocidade.  O espanhol técnico Roberto Martinez é treinador de campeonato inglês. Não à toa, o comandante do time belga já cogita tirar o perigoso, veloz e ofensivo Mertens pelo alto e comum Fellaini, para aumentar a estatura das bolas aéreas e povoar seu meio-campo. Se fizer isso, como torcedora do Brasil, agradecerei, ainda mais com Fernandinho e Paulinho pesando no time. Com Casemiro, infelizmente, suspenso, o sóbrio Fernandinho vai para o jogo. Mais uma razão para centralizar William e agilizar nossa transição com qualidade. Tite não fará isso. Mas faz, se precisar, quando substitui, em geral, com perfeição. Afinal, para começar, sempre tira o nulo Paulinho. E não, o Brasil não é o favorito. Primeiro, a Copa é na Europa. A FIFA enfrenta investigações e denúncias – com prisões já realizadas, como a do ex-presidente da CBF – e esta acabou de mudar um voto sobre a próxima Copa que pode influenciar. Não, o Brasil também não é favorito porque seu meio-campo é pouco criativo e seu lado direito, sumido. William teve que sair dali para fazer uma boa partida na vitória sobre o México. Bélgica e França são mais técnicos que nós, com times mais solidificados entre os setores. Não há grande diferença nos recursos entre um titular comparado a outro. E não, o Brasil não é o favorito se a França passar pelo Uruguai e a outra semifinal tiver a Croácia, ao invés, da anfitriã Rússia e/ou a Inglaterra. Motivo? Audiência. Já imaginaram uma final Croácia x Uruguai ? Por questões políticas e de apelo, mesmo com times de qualidade para chegarem, me surpreenderia, afinal, sabemos que muito dos bastidores do futebol entram em campo. Ainda mais quando falamos de FIFA. A conferir. Fraternalmente, ST. Imagens: Thiago Silva (Gabriel Bouys – AFP) e Marcelo Oliveira (Felipe Siqueira – Agência Globo).

Bacharel em Direito com Especialização em Gestão Profissional no Futebol pelo Centro Universitário Internacional. Escrevo sobre futebol desde 2009 quando comecei no Jornal da Cidade, Niterói. Com passagens pelo FEA, Flu&Etc e Panorama Tricolor, desarmo melhor que o Richard, cruzo melhor que o Leo, marco melhor que o Airton , lanço melhor que o Jádson, finalizo melhor que o Marcos Jr, corro mais que o Gum e jogo mais que o Pedro. Ops, "esta" foi mentira. Rs.

Leia mais