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Diniz e Ganso revolucionam o Fluzão 

Crys Bruno

Oi pessoal! E quando a AntiFluPress estava em júbilo com o cenário macabro criado pela aterrorizante gestão Flusócio, o Fluminense é salvo pelo Gravatinha “Sinais de vida” no clube mais amado do Brasil que anunciou um cracaço: Paulo Henrique Ganso. Parabéns e muito obrigada ao habilidoso Paulo Angioni e ao corajoso Fernando Diniz pela mudança de atitude e postura. Tchau àquelas mesmice e pequenez! Nunca mais aquela covardia tática (os flamenguistas já não aguentam em 1 mês o que aguentamos por 1 ano e meio). Adeus Flusócio e mentes que escracham o tamanho e a importância dessa instituição centenária que sobrevive quase uma década de assaltos dentro e fora de campo, cambaleante, sem mídia, num mundo de futebol e entretenimento cuja classe dominante é a propaganda. Paulo Henrique Ganso só gera circo (propaganda) porque é pão de ló. Ganso  não é “marreco”, é um cisne. Ele não é um jogador mediano, bom num só recurso, fabricado como craque. Ele é um craque “desfabricado” porque não tem perfil para palhaçadas mídiáticas. Ganso é o craque sem circo, dono de todos os recursos da mais importante e difícil função a ser executada no futebol: a camisa 10. Aquele que cadencia, pensa, dita o ritmo e também agride e faz gol. Por ter personalidade na qual foge do oba-oba e churrascos com jornalistas não é aceito pelos mesmos. Adoro isso. Tratado como mediano porque não tem recursos físicos como explosão e velocidade, Ganso é realmente o PH da arte, talento, maestria de jogar futebol. Ele tem um passe vertical de 40 metros, este dá velocidade ao ataque, explodindo a defesa adversária. O novo camisa 10 do Tricolor não precisa correr como os outros. Ouvi dizer na TV que Fernando Diniz vai ter que mudar a dinâmica do time para Ganso ter vaga. Soltei uma gargalhada! É exatamente o contrário: ele dará mais dinâmica. A má vontade dificulta tanto a admitir um Fluminense bem e promissor que falam coisas batidas e mortas quanto os números. Mas vou dar uma forcinha, transcrevendo o seguinte breve relato do técnico mais campeão do atual “futebol moderno”: “Não quero ver Ribèry e Robben correndo 80 metros em cada lance para marcar laterais rivais. Tudo o que precisamos é fazer pressão juntos sobre o adversário para recuperar a bola ou forçá-lo ao erro. É como na roda de bobinho: ou faz a pressão intensamente ou não se faz nada. Se os jogadores não gostarem disso, então não jogaremos tão bem quanto poderíamos.” Alguma semelhança ao que vemos na proposta do Diniz não é mera coincidência ao lermos as palavras de Pep Guardiola ao jornalista catalão Martí Perarnau. Diniz não imita Guardiola. Aliás, há diferenças entre eles. Papo para mais 40 parágrafos. O que eles têm em comum é a paixão pela arte de jogar futebol e trazem o futebol clássico (“antigo”) aos olhos que brilham em cada apaixonado pelo talento e “coragem pra jogar” como eu. Sobre Ganso no esquema do Diniz, se um esquema é de intensidade e movimentação constantes, o que falta na balança para o time se equilibrar? A cadência. É por isso que Barcelona e Espanha conquistaram o mundo com dois baixinhos (Xavi e Iniesta) e a Alemanha equilibrou sua intensidade, em 2014, com Kross e Özil pensado mais o jogo. Voltemos ao Guardiola: “Uma saída de bola limpa desde Neuer (goleiro), o avanço compacto, em bloco, no início da jogada. Atravessar o meio campo juntos, com cadência, para não deixarmos ninguém do time isolado. Até chegarmos na intermediária e boom, atacarmos feito uma manada de búfalos.” O nosso Fluminense vive. Diniz revoluciona na coragem. Paulo Henrique Ganso encanta na categoria. Aos urubus que lutam para que viremos carniça, um aviso: “Grandes são os outros. O Fluminense é enorme.” O brilhante Nelson Rodrigues já nos alcançava a grandeza infinita. Muito obrigada Diniz e Ganso. Vocês dois já honram nosso estandarte Retumbante de Glórias que, aos quatro ventos, tremula as cores que traduzem tradição em cada um de nossos corações. Diniz e Ganso para sempre no Fluzão. Por fim, como não sou engenheira de obras prontas como os comentaristas “especialistas” dos resultados da rodada, aposto na beleza e felicidade desse casamento. Dignidade retomada! Vem Copa do Brasil! Vem Sula! Vêm Brasileirão e Libertadores! O Fluminense voltou.

Bacharel em Direito com Especialização em Gestão Profissional no Futebol pelo Centro Universitário Internacional. Escrevo sobre futebol desde 2009 quando comecei no Jornal da Cidade, Niterói. Com passagens pelo FEA, Flu&Etc e Panorama Tricolor, desarmo melhor que o Richard, cruzo melhor que o Leo, marco melhor que o Airton , lanço melhor que o Jádson, finalizo melhor que o Marcos Jr, corro mais que o Gum e jogo mais que o Pedro. Ops, "esta" foi mentira. Rs.

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