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Clubes da LFU negociam redução do acordo de TV com investidor, diz colunista

Rodrigo Mendes

Por intermédio de sua coluna no site Uol, o jornalista Rodrigo Mattos noticiou uma negociação entre os clubes da Liga Forte União (LFU), da qual faz parte o Fluminense, com os investidores para rever o acordo da venda da fatia dos direitos de televisão do Campeonato Brasileiro. O novo acordo reduziria dos atuais 20% nas mãos dos investidores para algo entre 10% e 12% e as chances da mudança ser aprovada são boas.

Também de acordo com o colunista, há dois fatores na negociação: 1) Um pedido de clubes da Série A da Liga Forte que viam possibilidade de desequilíbrio com times da Libra 2) Há atraso no pagamento de parcela dos investidores para equipes da Série B do grupo.

Além do Fluminense, fazem parte do grupo os seguintes clubes da Série A: Corinthians, Inter, Vasco, Botafogo, Cruzeiro, Fortaleza, Athletico-PR, Juventude, Criciúma, Atlético-GO e Cuiabá.

Em 2023, houve acordo para venda de 20% dos direitos de TV do Brasileiro por 50 anos. O Corinthians é exceção por ter entrado depois. Os investidores pagaram entre 10% e 12% pelos direitos no final do ano passado para os clubes da Série A: Inter, Fluminense, Vasco, Botafogo, Cruzeiro, Fortaleza e Athletico-PR. Ou seja, esses clubes receberam valores entre R$ 60 milhões e R$ 109 milhões.

Os representantes da Série A fizeram uma proposta de redução do percentual após acordo para a fundação de uma liga única não dar certo (o outro bloco compõe a Libra). Sem todos juntos, a percepção é que o valor seria menor durante as temporadas. E em caso de um percentual muito alto, tornaria desigual uma negociação para uma futura união entre os grupos.

Por isso, foi feito um pedido de redução da venda dos direitos. A tendência é que os investidores da LFU aceitem essa proposta. Um acordo parece estar próximo. Falta acertar a diferença porque quem vendeu 12% – caso dos clubes que incluíram placas – teria de devolver 2% ou ficar nesse percentual. Quem vendeu só 10% foram Botafogo e Cruzeiro, que venderam placas para a Brax.

Quem estava na Série B recebeu apenas 5%. Os investidores alegaram conflitos contratuais por conta de um acordo com a Brax para o Brasileiro da Segunda Divisão. A versão é de que um contrato de preferência afetaria os direitos dos investidores. O contrato entre CBF e Brax pela Série B, no entanto, foi rescindido com quitação entre as partes. Foi feito um novo vínculo. A versão entre envolvidos nesse acordo é que não causa nenhum impeditivo para a relação de investidores e clubes da LFU.

Esses clubes cobraram os investidores. E foi feito um novo acordo para pagamento de cerca de R$ 100 milhões para tais agremiações. Agora, a proposta é que, com a quitação desse valor, cada um só venda 10% dos direitos e não receba o restante.

Os pagamentos dos investidores para os clubes das Séries A e B ocorreriam em outubro de 2024 e no primeiro semestre de 2025. Se houver um acordo antes disso, não haverá mais pagamento. Além disso, a negociação dos direitos continuaria nas mãos da Live Mode, empresa indicada pelos investidores e por clubes da LFU, para negociar os direitos de televisão do Brasileiro.

Rodrigo Mendes, pai da Giovana, é um jornalista e tricolor de coração de 43 anos. Formado pela Facha, trabalhou no Lance, no site Justiça Desportiva e também como assessor de imprensa.

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