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ATENÇÃO com o abuso dos passes para trás

Crys Bruno

Oi, pessoal.

Com o meio-campo titular e distante do apito “VARnosferrar” da CBF/Globo, o Fluminense conseguiu vencer, após longo e tenebroso inverno.

Uma vitória que, se ainda não traz alívio, permite que o time respire tanto para o jogo de volta, terça, quanto para o Brasileirão, sábado, no Maraca, diante do São Paulo.

A zona de desconforto é arriscada mais dentro de campo do que na tabela, por enquanto. 

A proposta de jogo de Fernando Diniz funciona mesmo com um time de garotos, sem estrelas e craques de jornal? Sim. Está comprovado.

No entanto, as alterações constantes com reservas que têm características diferentes coloca o time em alto risco. 

Começo a me preocupar com a insistência na troca de passes laterais no 1° terço do campo e o abuso no  passe para trás no zagueiro que não é mais de segurança.

Há diferença técnica de Matheus Ferraz e Nino para Digão; do Allan para Bruno Silva/Airton/Yuri; e, além disso, quando não contamos com a presença do Ganso dominando o meio-campo, perdemos esse setor e começa o time de uma nota só: bola no Caio Henrique até voltar ao zagueiro, goleiro…

É inconcebível tocar para trás constantemente. 

Recuar a bola só serve quando se enfrenta retranca e é necessário paciência, girando a pelota.

Quando a nossa marcação é defensiva nem pensar essa troca de passes ali  já que o adversário vai ter quatro, cinco jogadores no mesmo espaço.

Uma temeridade o que vimos contra o Peñarol. O Fluminense precisa jogar com a bola de segurança e, não, a de risco.

Consegue-se isso com Ganso, Daniel, Marcos Paulo, Pedro e até Yoni: eles sabem segurá-la, protegê-la, chamar a falta na frente. 

A bola passar mais no pé do Digão do que no pé do nosso 10 é surreal, irritante e arriscadíssimo.

Por isso, vamos reequilibrar, reajustar.

O time tem baixado a linha de marcação. Nesse posicionamento, manter o time encurralado é pedir para os defensores entregarem uma…

Num momento de faca no pescoço com o Z4, espero que o time suba a linha de marcação ou Diniz mande a transição ser mais rápida, retirando a 1° linha do time entre o gol e a intermediária. 

Se não der, passe longo, amigo! A maré não está para peixe! Muitas mudanças no time, novos jogadores chegando, é um reinício em pleno Brasileirão e não mais contra os times do Carioca.

No futebol, em regra, ainda mais em tempos de vacas magras (resultados), fazer o simples é a única saída.

A vitória expressiva sobre o Peñarol, no Uruguai, faz o time respirar para sábado. 

Que esse oxigênio chegue ao cérebro e a escolha por NÃO TROCAR PASSES LATERAIS NA DEFESA toda hora para que o time – jovem, em formação e constante mudança de peças – tenha tempo de abrir o placar para acalmar a afobação e garantir a vitória, agora que temos goleiro.

E neste sábado? 

Ao Maraca!

Bacharel em Direito com Especialização em Gestão Profissional no Futebol pelo Centro Universitário Internacional. Escrevo sobre futebol desde 2009 quando comecei no Jornal da Cidade, Niterói. Com passagens pelo FEA, Flu&Etc e Panorama Tricolor, desarmo melhor que o Richard, cruzo melhor que o Leo, marco melhor que o Airton , lanço melhor que o Jádson, finalizo melhor que o Marcos Jr, corro mais que o Gum e jogo mais que o Pedro. Ops, "esta" foi mentira. Rs.

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