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Artilheiro do Brasileiro, Ceifador depena o Galo e Fluzão cola no G6

Rodrigo Mendes

Foi emocionante. O Fluminense voltou a jogar no Maracanã e reencontrou o caminho da vitória no Campeonato Brasileiro. Para cima do Atlético-MG, Henrique Dourado estava demais. O Ceifador fez os dois gols no triunfo tricolor por 2 a 1, chegou aos 26 na temporada, a melhor de sua carreira, e ainda assumiu a artilharia da competição com 12. Valdívia descontou. Com o resultado, o Fluzão chegou aos 30 pontos e está em oitavo lugar, mas com a mesma pontuação do Cruzeiro, sexto. Em casa, mesmo com público diminuto, o Fluminense foi quem tomou as rédeas do jogo. O Atlético, exceto pelas boas jogadas em velocidade de Cazares pelo lado esquerdo, ameaçava bem pouco. Já a equipe tricolor imprimia um bom ritmo principalmente pelas beiradas do campo. Lucas, Scarpa, Léo, Wendel e Wellington Silva tinham movimentação interessante e criavam situações de perigo. Não demorou para Victor começar a se destacar. Sem exagero, fez cinco defesas evitando que o Galo saísse do primeiro tempo com um placar elástico nas costas. O goleiro pegou três finalizações de Gustavo Scarpa, mais uma de Marlon Freitas e outra de Lucas, mas não conseguiu impedir quando Scarpa bateu escanteio e Henrique Dourado subiu mais do que todo mundo para fulminar de cabeça. Antes do intervalo, ainda deu tempo para Júlio César também salvar o Flu ao pegar uma cabeçada à queima-roupa de Elias. No segundo tempo a cara do jogo se inverteu. O técnico adversário Rogério Micale abandonou a formação com três volantes ao trocar Roger Bernardo por Valdivia. O meia passou a infernizar. Quem também chamou a responsabilidade para fortalecer o Galo foi o árbitro paulista Vinicius Gonçalves Dias Araújo. Pressionado ao término da etapa inicial, voltou para a final dando tudo para os mineiros a ponto de nem sequer dar falta numa cotovelada criminosa de Fábio Santos que abriu o rosto de Lucas. Poderia até ter expulsado. Minutos mais tarde, o lateral tricolor pediria para sair. O homem do apito ainda inventou uma falta para o Atlético e, na sequência, uma troca de passes terminou com bote desajeitado de Renato Chaves em Cazares e o meia deixou Valdivia livre para deixar tudo igual. O meia ex-Inter ainda acertaria o travessão numa bomba bem espalmada por Júlio César. O Fluminense também, faça-se a justiça, parou de jogar. Depois de um começo arrasador, parece ter cansado, ou, o que é pior, acomodado-se com apenas 1 a 0. Precisou ver o adversário empatar para voltar a jogar. Ainda bem que deu tempo para Scarpa, num dia inspirado, achar lindo passe por cima para o Ceifador cortar o pescoço do Galo com uma cabeçada de cinema no ângulo. No domingo, os comandados de Abel voltam a jogar para enfrentar um Vasco em crise. É vencer o clássico e embalar rumo a disputa por uma vaga na Libertadores. Vamo, Fluzão! O Fluminense jogou com Júlio César, Lucas (Matheus Alessandro, 27 do 2ºT), Renato Chaves, Henrique e Léo; Marlon Freitas (Marcos Junior, 29 do 2ºT), Orejuela, Wendel e Gustavo Scarpa; Wellington Silva (Peu, 40 do 2ºT) e Henrique Dourado.

Rodrigo Mendes, pai da Giovana, é um jornalista e tricolor de coração de 43 anos. Formado pela Facha, trabalhou no Lance, no site Justiça Desportiva e também como assessor de imprensa.

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