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Apelo às Organizadas

Crys Bruno

Oi pessoal! Não fossem os tricolores das torcidas organizadas “chegarem junto” na pressão sobre a direção e os atletas, o Fluminense estaria rebaixado. Membros das mesmas: vocês representam 10 milhões de tricolores que não têm acesso ao clube, aos bastidores, aos atletas e dirigentes. Vocês são nossos olhos e corações. Não baixem a guarda. Apoio e cobrança têm que andar juntas. São cinco anos como figurantes desprezados quando somos um dos protagonistas do futebol brasileiro. O clube de futebol mais importante do Rio foi assassinado por um grupo chamado Flusócio que se perpetua no poder. Mesmo sob contratos fraudulentos e lesivos, já sobre nosso cadáver, a Flusócio só conseguiu pagar os salários na penúltima semana da temporada. Não porque tem crédito com alguma instituição ou pessoa… Foi Carlos Leite, o agente (que conseguiu vender seu cliente, Marcos Jr., para o 1° mundo, o Japão) que adiantou o “dindim”. Abad e Flusócio não têm crédito nem com agiota de quinta categoria da Tiradentes. Lógico, com todo direito,  Carlos Leite verá a cor do seu dinheiro na transferência do camisa 35 (ERRATA: será na transferência do Ayrton Lucas). Seja lá de quem for, foi só um adiatamento à gestão de joelhos para empresários de jogadores. Ainda assim, os jogadores estavam de costas para dezenas de milhões de corações. Eles estavam com o dedo sobre a tecla “dane-se” se o Fluminense fosse rebaixado. Não fosse a pressão das Organizadas “nos acréscimos” da temporada e a desgraça se consumaria. Atletas de futebol são jogadores e vestem a camisa de seus agentes. Estes investem naqueles a ponto de colocarem comida na mesa e pagarem dirigentes para que atuem em grandes clubes. No entanto, o atleta, já bem limitado, não entende que é preciso separar a camisa do agente com a do clube e desta com a do dirigente. Com isso, seu nome se queima com o que há de raiz no futebol e que ele levará para a vida toda: a sua imagem com o público. Agentes investem nele, operam milagres já que, em sua grande maioria, não atuaria nem no time de pelada de rua, e são os mesmos que, não raro, o sacaneiam, desviam patrimônios e fortunas. O torcedor, não. Esse sempre lembrará de você… se você foi digno e respeitou a camisa do clube. E isto abrirá portas novas mesmo após o fim da carreira. Jogador é estúpido, mas a nossa torcida tem sido mais. E aqui faço um apelo desesperado e sofrido às Organizadas do Fluminense. Temos sido uma torcida passiva que aceita 3, 4 e até 8 jogos sem vencer, justificando nosso complexo de vira-latas e as desculpas e promessas mentirosas dessa gestão de assassinos. Enfrentamos times igualmente limitados pois com exceção de três ou quatro, o resto dá para encarar já que a diferença, se houver, é muito pequena. Mas fica imensa se atuarmos como covardes, na retranca, com excesso de jogadores defensivos e poucos ofensivos. Tipo: time pequeno indo jogar contra o Barcelona de Messi e Guardiola. NÃO PODE MAIS. Não podemos aceitar esse assassinato de dignidade, compostura e tamanho dessa gente inescrupulosa, fraudulenta, mentirosa e lesiva ao Fluminense Football Club. Não esperem o desespero chegar para pressioná-los. Quem esteve no Maracanã, na vitória épica sobre um América-MG, sentiu e viu em campo algo sobrenatural nos dando mais uma chance como torcida. Não podemos brincar nem relaxar com o Fluminense como quem está lá o faz. Hajam como torcedores de clube grande que somos. Dirigentes, conselheiros, atletas e técnicos têm que viver sob nosso bafo, nossa pressão diária no cangote deles. Têm que sentir na pele, para se mexerem, o que sentiram do antepenúltimo jogo (Ceará) em diante. Paremos de lamber o saco de cretinos e incompetentes. Somente as Organizadas unidas politicamente para salvarem o clube da Flusócio fará o nosso Fluminense renascer. Há vida depois de mais uma de nossas mortes. Apoiar, cobrando; cobrar, apoiando. Nunca só apoiar. Isto é suicídio. Somos o que restou do Fluminense. Quem está lá dentro tem que nos servir e obedecer, não o inverso. Saudações Tricolores. Adeus, ano velho. Feliz ano novo! Nesse ínterim, férias dessa gente! Fraternalmente, Crys Bruno.

Bacharel em Direito com Especialização em Gestão Profissional no Futebol pelo Centro Universitário Internacional. Escrevo sobre futebol desde 2009 quando comecei no Jornal da Cidade, Niterói. Com passagens pelo FEA, Flu&Etc e Panorama Tricolor, desarmo melhor que o Richard, cruzo melhor que o Leo, marco melhor que o Airton , lanço melhor que o Jádson, finalizo melhor que o Marcos Jr, corro mais que o Gum e jogo mais que o Pedro. Ops, "esta" foi mentira. Rs.

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