Notícias
Youtube
Palpites
Casas de apostas
Guias
Comunidade
Contato
WhatsApp

Opinião – Alívio e pesar: queime minha língua, presidente Abad

Crys Bruno

Lágrimas de alívio de Henrique Dourado e Abel. Pesar em meu coração porque no início da temporada apostava e me encantava com o time: Orejuela, Douglas, Sornoza, Gustavo Scarpa, Wellington Silva e Dourado faziam um encaixe que há muito não via no time do Fluminense, nem na Era Unimed, aliás, muito menos. Orejuela, com problemas pessoais com a família, teve uma queda vertiginosa de rendimento técnico. Douglas teve uma contusão rara e demorou para voltar. Scarpa e Sornoza, os mais talentosos jogadores do elenco, fraturaram o pé e, em seis meses, ficamos sem um ou outro e, quando eles voltaram, até voltarem no ritmo e confiança demorou porque o time estava já em queda. Wellington Silva estava vendido para o Bordeaux. Retornou porque foi reprovado no exame médico: problema grave no púbis. Perdíamos para o púbis o único jogador com drible frontal que fura linhas. Dourado ajudava. Se fosse o Fred, a maioria diria, salvava. No gol, mais problemas: Júlio César é um goleiro para compor elenco, não para ser titular. E Diego Cavalieri, cinco anos após fazer um Brasileirão “a la Buffon” no nosso tetracampeonato, envelheceu. É a crueldade do esporte: o corpo envelhece. Para piorar, ficamos sem Henrique, o pilar da defesa, o xerife. Falhou algumas vezes e quando isso acontecia, era meio gol para o adversário. Reginaldo foi o único companheiro de zaga que ajudou e pouco atrapalhou. Assim como o zagueiro, Richard e Marlon cumpriram com sobriedade suas funções defensivas, sem sobrecarregá-lo tanto mais. É verdade: descobrimos Wendel, Marquinhos Calazans e Matheus Alessandro. Pedro também crescerá. Mas na “hora H” do campeonato, nas últimas quinze rodadas, o time estava em remendos e, Abel, cauteloso, abriu mão da ofensividade para seu histórico nove jogadores atrás da linha da bola, entre nosso goleiro e a intermediária, também conhecida como retranca. Até contra a Ponte Preta, no Maracanã, com um a mais, porque ganhava só de 1×0, recuou o time e conseguiu levar sustos, até o gol do alívio do “Ceifador”. “Que sirva de lição”, disparou o camisa 9 tricolor, referindo-se a chegar nessa situação de “comemorar” a permanência na Série A, o que se recusou a fazer. O mesmo camisa 9 que ao ser eliminado pelo Flamengo na Sula disparou: “Sinto vergonha!” Desde 2013, quando o Flamengo nos salvou do rebaixamento, por ter escalado um jogador irregular, ato que um dia depois, a Portuguesa repetiu, salvando o Flamengo, eu espero que o grupo que administra o Fluminense aprenda a lição. No entanto, por conta da vaidade que o poder acarreta e a insegurança que a falta de conhecimento sobre futebol impõe, 2018 promete ser meramente “mais do mesmo”. Que o presidente Abad queime minha língua porque ainda acredito que ele poderá evitar os erros contínuos que seu grupo vêm cometendo, que é tornar o Fluminense um clube da segunda parte da tabela, com campanhas de Chapecoense, Coritiba e, esse ano, com um agravante, atrás dos igualmente ridículos, tecnicamente, Vasco e Botafogo. Vergonha! Queime minha língua, presidente Abad. Isto me trará mais que alívio, varrerá do meu coração tricolor essa angústia e pesar, me devolvendo a alegria e o prazer para assistir ao nosso Fluminense jogar. Ao contrário do que a maioria do seu grupo de apoio pensa, sim, a torcida do Fluminense merece alegrias. Fraternalmente, ST.

Bacharel em Direito com Especialização em Gestão Profissional no Futebol pelo Centro Universitário Internacional. Escrevo sobre futebol desde 2009 quando comecei no Jornal da Cidade, Niterói. Com passagens pelo FEA, Flu&Etc e Panorama Tricolor, desarmo melhor que o Richard, cruzo melhor que o Leo, marco melhor que o Airton , lanço melhor que o Jádson, finalizo melhor que o Marcos Jr, corro mais que o Gum e jogo mais que o Pedro. Ops, "esta" foi mentira. Rs.

Leia mais