Orgulho de estar entre tantos tricolores ilustres. Da esquerda para a direita: Argeu Affonso, este escriba, o aniversariante Joel, Jair Marinho, Vitor, Altair e Eduardo Coelho

 

Neste feriado de 7 de setembro, vivi uma tarde das mais agradáveis no lançamento do livro “1952 – Fluminense campeão do mundo”. Esta obra é mais um trabalho magnífico de Eduardo Coelho, que nos brindou também com o livro que resgata o título carioca de 1971 sobre a Selefogo Alvinegra. Mas Eduardo é muito mais do que um autor de livros sobre o Fluminense. Ele é um desses torcedores guerreiros, que luta não só para que o Fluminense esteja sempre nos eixos nos gramados, mas também na sua estrutura administrativa (recomendo a todos os tricolores que queiram conhecer melhor os bastidores do clube o blog escrito por ele “cidadão fluminense”. Além de tudo disso, Eduardo faz um trabalho notável e incomparável de valorização dos antigos craques tricolores.

Nesse evento, ele conseguiu juntar ninguém menos que Vitor, Joel (representantes da geração de 1951-52) e Jair Marinho e Altair (que brilharam por muitos anos com a camisa do Flu a partir de 1955). Ambos, inclusive, são campeões do mundo pela seleção brasileira no Mundial de 1962. Teve também a iniciativa de mandar fazer um bolo para comemorar o aniversário de Joel, que completou 82 anos. Queria agradecer também ao Fluminense que cedeu o espaço do Bar do Tênis para essa verdadeira festa tricolor, abrilhantada também pela presença do Grande Benemérito Argeu Affonso, autor do prefácio do livro e testemunha ocular do título da Copa Rio de 1952.

Foi emocionante ver a alegria desses craques que tanto ajudaram a pavimentar a história de glórias do Fluminense. Faço aqui a sugestão ao clube que invista mais nesse tipo de evento. Procure saber mais sobre como estão hoje os ídolos do passado, convoque-os nos aniversários de títulos e nos seus próprios aniversários. É o tipo de coisa que valoriza uma gestão e mostra a sensibilidade de um clube, seja qual for ele, em relação a sua memória. Parabéns, portanto, ao Eduardo Coelho pela iniciativa. Não só por resgatar o título de 1952 em uma bela obra, mas, sobretudo, por de aglutinar essa turma que construiu, nos gramados, a força do Fluminense.

 

11 Respostas

  1. 8
    TRICOLOR SEM LIMITES disse:

    Venceu,mas e daí???
    O Abel continua praticando as suas já tradicionais lambanças…
    Manter o inoperante bruno no time é simplesmente ridículo,Wallace no pouco tempo que jogou fez mais do que ele..
    A direita do fluminense é um cemitério de jogadas!!!
    Tirar WN,o melhor jogador em campo para entrar com Samuel,é pedir para tomar o gol de empate.
    Leandro Euzébio se comportando igual a juvenil,
    podia ter prejudicado e muito o time do fluminense com aquela agressão!!!
    Entrar com Diguinho no lugar do Wagner,foi um erro repetido,que por muita sorte,não deu errado.
    O ABEL É UM PÉSSIMO TREINADOR,SE NÚMEROS DIZEM O CONTRÁRIO,PROBLEMA DOS NÚMEROS!!!
    NO DIA QUE O FLUMINENSE FIZER UMA PARTIDA PERFEITA,COMO A TORCIDA MERECE,EU NÃO POSTO NENHUM COMENTÁRIO.

  2. 7
    TRICOLOR SEM LIMITES disse:

    Roberto Sander,muito me agrada vc ter acesso livre nas dependências das laranjeiras,isso não é para qualquer um!!!

  3. 6
    MARCOS FRANK disse:

    brilhante sugestão grande sander, considero vc um ícone do nosso fluminense, assim como o garcez e tantos outros que fazem pelo flu evoluções e ideologias mesmo que, fora das 4 linhas! realmente é preciso resgatar sempre a história tricolor, para que esses que tanto fizeram pelo nosso tricolor sejam devidamente eternizados e sintam-se em casa toda vez que forem às laranjeiras. precisamos cada vez mais de pessoas identificadas com o clube junto a nós, pois além de resgatarem sempre as histórias e conquistas, invadem o ambiente com uma vibe positiva e harmoniosa transmitindo tudo isso para as novas gerações!
    pois como sempre falamos: o FFC é a própria HISTÓRIA!!!

  4. 5
    claudinei disse:

    boa sander !!
    nós somos a historia!!!
    s.t

  5. 4
    LARANJAL FELIZ disse:

    Querem, de qualquer forma, nos padronizar à forma européia de se torcer. O carioca tem identidade própria.
    Uma das formas de se enfraquecer um povo é destruir a sua cultura.

  6. 3
    LARANJAL FELIZ disse:

    A resposta: porque as torcidas não vão ao Engenhão
    DA SEÇÃO » DESTAQUES, FLUMINENSE
    Por Marcello Vieira
    A crítica é impiedosa. Em pleno Campeonato Brasileiro as torcidas não comparecem e abandonam suas equipes. Apenas 15 mil pessoas assistiram Fluminense e Santos na última quinta, jogo que valia a liderança da competição. Absurdo! Essa é a palavra que dita as resenhas esportivas.
    Longe de isentar o torcedor de culpa, é preciso entender sua atitude a partir de própria ótica. Em outras palavras, acusar sem compreender o motivo da referida ausência é uma leitura covarde, desprovida de neutralidade axiológica, premissa básica para analisar qualquer situação em que o outro esteja incluído com um mínimo de justiça e bom senso. Em outras palavras, a imprensa vem sendo parcial em sua análise. Natural. Só mesmo quem faz parte do ritual para compreender.
    É verdade, o Maracanã tem melhor acesso, sua localização ajuda e está inserido na cultura do povo carioca, em outras palavras, a mudança para o Engenhão, por si só, causaria estranhamento, fator que no curto-prazo colaborou para a diminuição do público. Ainda assim seria incompreensível tamanha fuga dos estádios. O torcedor é um apaixonado por natureza, quase irracional, e o exemplo de Minas Gerais se faz pertinente. Cruzeiro e Atlético Mineiro perderam o Mineirão, mas vemos as torcidas comparecendo, participando das campanhas. Argumentação inteligente, todavia, que acaba por ruir em si própria.
    Neste momento chego ao cerne da questão. Durante décadas, o torcedor carioca foi acostumado a participar da festa, influir nos resultados dos jogos, empurrar o time e a provocar um barulho ensurdecedor nas arquibancadas. Seu templo era o Maracanã, lugar onde o Estádio também joga. Muitos são os relatos de torcedores que íam ao jogo prevendo a diversão. Independente do que a equipe faria em campo, o espetáculo era garantido na extensão do torcedor em si próprio, refiro-me, é claro, ao show que a própria torcida propicia para o time e também, acredite, para ela própria. Enquanto o resultado no gramado era uma incógnita, a festa no Mário Filho estava garantida. O Fluminense perdeu a Libertadores, mas a experiência é inexorável. Idem à sul-americana e outros eventos.
    O óbvio ululante é que o Engenhão fere essa cultura. As arquibancadas são distantes e a sensação do torcedor deixa de ser a de um participante, mas um espectador. A acústica inexistente colabora. Os setores do estádio não conseguem dialogar. O Setor Sul canta uma coisa, o Leste Superior outra, o Inferior idem. É formada, desculpe o termo, uma suruba sonora. Dentro de campo os jogadores devem escutar algo similar à estações de rádio cruzadas, por exemplo, ao mesmo tempo que toca entre tapas e beijos de Leandro e Leonardo, você também é capaz de ouvir, simultaneamente, Fuel, do Metallica. A experiência cai por terra. Não obstante, muitos preferem viajar para Volta Redonda. Lá não parece que você está assistindo à partida de uma tv de Led de 1000 polegadas, inexiste pista de atletismo e o torcedor participa. Bem distante do Maracanã, mas muito longe do Engenhão.
    O torcedor carioca gosta de brincar e se divertir. O Engenhão é frio, não acolhe e diverte a ninguém. O Maracanã é feliz, o João Havelange é triste. As barras na frente da cadeira isolam e se houve 15 mil pessoas para assistir Fluminense e Santos na véspera do feriado, tenha certeza, são os loucos, apaixonados, que queimam por dentro e vão ao estádio por vício clubístico, mas que também morrem de saudade do Maracanã, odeiam o Engenhão e não vêem a hora de pegar o metrô sem precisar do trem.
    Como afirmei de antemão, o acesso é pior, a localização é ruim, mas o fundamental é o estádio. Estivesse cravado na faixa de gaza e fosse bom para torcer, não tenha dúvidas, o público iria comparecer. Não é o caso. O Engenhão mata a cultura de torcer do carioca e uma cultura, como sabe qualquer bom antropólogo, jamais é atacada em vão. Nas decisões o estádio vai lotar e só lá. A culpa não é da torcida, mas dos irresponsáveis que tiraram por três anos sua casa dos sonhos por uma Copa de outrem.
    ___________________________________________
    Um bom texto para se fomentar um debate. Por favor, os que não gostam de debater, desconsiderem.

    • 3.1
      Pedro disse:

      Ia a praticamente todos os jogos do Fluminense no Maracana e continuo indo ao Engenhão, que foi um estádio projetado por quem nunca deve ter frequentado de fato um estádio de futebol, ou seja não entende nada sobre como se torce no Brasil e no Rio. Mas fora esse grave problema de ignorar a cultura local ou pior, tentar mudá-la na marra e com dinheiro público, considero sim a localização um ponto crucial contra o Engenhão. Jogos no meio da semana indo de carro da zona sul quase sempre levo cerca de 2 horas de porta a porta, muitas vezes levei mais do que isso, é verdade que a volta é rápida e nos fins de semana não demora tanto.

      Somando esse estádio frio, onde a torcida nunca fica tão bonita, barulhenta, fica toda separada etc. a um lugar como aquele onde nem as desapropriações de terreno necessárias no entorno foram feitas, dá nisso públicos fracos entre todas as torcidas. Agradeço que o Fluminense não entrou naquela disputa com cartas marcadas com o Botafogo, mesmo assim pra ver o Fluminense continuarei indo ao Engenhão mais sonhando com a volta do Maracanã, mas com um certo medo das mudanças que vem por aí.

      ST

    • 3.2
      Seu Lunga disse:

      Muito boa sua análise, meu caro.

      “As arquibancadas são distantes(…) A acústica inexistente (…) Os setores do estádio não conseguem dialogar (…)”

      Isso não é, nunca foi e nunca será um Estádio de Futebol. Sempre será uma Arena Olímpica. E madiana, por sinal.

    • 3.3
      Gutemberg disse:

      Perfeito,meu amigo.Sempre digo isto quando vou ao Engenhao.A acústica Eh horrorosa,realmente os setores Nao se entendem nas musicas de apoio ao time.E para ser sincero,nada se iguala ao Maracanã.Vou a alguns jogos neste Brasileirao,mas Nao vejo a hora de voltar a parar o carro perto do Hosp.Pedro Ernesto,parar no posto de gasolina para fazer um lanche, e ir calmamente andando para o estádio mais famoso do mundo,e a segunda casa de todos os cariocas que amam futebol,independente do time que torce.Saudacoes tricolores!!!!!!

  7. 2
    LARANJAL FELIZ disse:

    Uma nação que não valoriza o seu passado não tem um bom futuro.

    ESTOU ORGULHOSO DE SER TRICOLOR!

  8. 1
    TRICOLOR SEM LIMITES disse:

    A foto do bolo me deu fome…

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